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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O uso da influência religiosa para fins políticos é uma excrescência social e precisa acabar. Ponto.

Imagine-se durante um culto, ao qual você se dirigiu para cuidar dos temas elevados da alma, sendo obrigado a ouvir o discurso político de um candidato – do qual você não gosta. Ou ouvir um discurso incisivo do próprio líder da instituição, praticamente obrigando-o a votar num candidato ("Se você é um de nós, tem que votar nele", esta é a mensagem).
A pressão institucional para mudar a sua escolha espontânea, a coerção do grupo para que você se conforme à opção do líder da instituição, o constrangimento de ser visto como um estranho-no-ninho apenas porque está exercendo sua liberdade política –  tudo isso é imoral. E nada tem de espiritual ou religioso, não importa a justificativa oferecida pelo líder (geralmente, um toma-lá-dá-cá bem mundano).
Sugiro a um deputado ou senador que redija uma Proposta de Emenda Constitucional destinada a estabelecer uma distinção nítida entre ação religiosa e ação política. Igreja, seita e denominação não são grupos criados para gerar efeitos políticos na sociedade. A isenção de impostos, benefício garantido pela Constituição aos templos religiosos (Art. 150, VI, b), justifica-se apenas enquanto esses grupos cumprem sua função determinada na letra da Lei. A partir do momento em que se tornam centros de doutrinação política (e é isso em que eles se transformam, após um desses espúrios acordos de cúpula), devem deixar de merecer o benefício.
Qualquer participação de político em reunião religiosa oficial, pedindo votos, abonada pela instituição, deve acarretar o imediato cancelamento do status de instituição religiosa e a imediata obrigatoriedade do recolhimento de impostos. E isso deve valer até mesmo no caso de propaganda de membros da própria instituição que sejam candidatos em pleitos políticos.
É preciso manter não somente a separação entre Igreja e Estado, mas também a separação entre Religião e Política, eliminada malandramente pelos líderes religiosos que desejam manobrar politicamente a massa de fiéis.
 Devemos impedir essa interferência política ilegítima, baseada na indevida exploração de prestígio e no constrangimento daqueles (e eles são muitos) que divergem das escolhas interesseiras (e às vezes corruptas) dos seus dirigentes religiosos.
Criticas comentários e sugestão 

1 comentários:

  1. agora estou esperta. aqui na minha cidade, os politicos não fazem nada, mas em época de eleição, pedem logo voto para os evangélicos, eles pensam que somos tapados. ninguém compra meu voto.

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