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sexta-feira, 22 de agosto de 2014




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Você é a favor de que pais mantenham seus filhos em cárcere privado, sem água, comida e brinquedo, por dias a fio?  Não? Então você tem que defender a proibição do castigo no quarto quando ele for malcriado.  Colocar no quarto ou no cantinho é uma violência similar à do sequestro.
Achou meio exagerado?  É exatamente esse o raciocínio que justificou a Lei da Palmada, ou Lei do Menino Bernardo.  Dar uma palmada é torturar; é violentar.
No mundo real, por outro lado, palmada não é tortura e não traz danos às crianças. Como documentado, por exemplo, por Judith Rich Harris em The Nurture Assumption, as evidências a esse respeito em geral não controlam variáveis básicas (ex: influência genética, cultura do meio infantil do qual a criança participa, etc.) e descartam interpretações alternativas: crianças são mais violentas porque apanham mais ou apanham mais porque são mais violentas?
Quando têm algum rigor, os resultados são fracos, e sempre do tipo: crianças que levam palmada podem ser um pouco mais briguentas.
Mas veja: mesmo que haja algumas consequências negativas, nem por isso se segue que a palmada jamais deva ser usada. A necessidade de controlar a criança no presente pode justificar um pequeno desvio de comportamento futuro. (Ou por acaso é um dever moral deixar que os pimpolhos dominem o lar?) Esse tipo detrade-off é normal na criação dos filhos.
Peguemos exemplos de outras áreas. Ao levar o filho para a praia ou para uma piscina, os pais estão conscientemente aumentando o risco de morte da criança. Mesmo assim, julgam que a diversão daquele momento justifica o risco.  Ao levar o filho para a casa da avó pra passar a noite, os pais voluntariamente aumentam as chances de o filho morrer ou de ter sequelas pela vida toda (ao colocá-lo num carro) para que possam desfrutar uma noite a dois.  É tão horrível assim?  Não.  É natural.
Pequenos riscos e danos fazem parte da vida, e podem ser justificados por ganhos significativos em outras áreas. Da mesma forma, manter a paz no presente pode justificar um microaumento da probabilidade de que o filho arrume briga no parquinho.
A palmada é apenas uma alternativa para coibir maus comportamentos.  Não é das melhores.  Depender menos dela é bom.  Aliás, quanto mais palmada se dá, menos eficaz ela se torna.  Sua vantagem é ser uma punição imediata com baixo custo e alto poder de coibir malcriação.  O castigo, a conversa séria, o "tirar brinquedos" também funcionam em diferentes contextos, mas todos exigem mais tempo e esforço dos pais, que às vezes estão exaustos demais. Às vezes, nada como uma boa palmada, ainda que não seja a ferramenta ideal.
Palmada é como ter um pneu remoldado de estepe. Pior e menos seguro, mas, quando necessário, quebra um galho; melhor com ele do que sem.


7 comentários:

  1. Ana ჱƸ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒჱ26 de agosto de 2014 10:41

    É bem complicada a questão dessa lei. E o senhor irmão? É a favor ou contra? Me tira essa dúvida?

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    Respostas
    1. apoio a palmada no bumbum como correção e só contra a lei por que em si a lei não é ruim mas e um meio do governo se entrometer na educação dos pais achado que nos não temos capacidade de educar

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  2. Quem aprovou este absurdo? Tinha que ser a pedófila jurássica conhecida como Xuxa. Quem não sabe que ela tem um filme transando com um garotinho? Só não viu quem é cego! Agora ela quer bancar a santinha do pau oco. Xuxa, teu passado te condena!!!

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  3. Cabe aos pais a sentença que darão aos filhos. Se tiveram força suficiente para colocaar no mundo, terão força suficiente para educar.

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  4. Ah, mais fica a questão: e os pais que espancam os filhos? Batem tanto nos filhos, que eles ficam cheios de hematomas pelo corpo. Nesse caso sou a favor dessa lei.

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  5. É o governo agora querendo bancar "pai os outros". Menino não me respeito é chinelada na certa! O engraçado é que apanhei da minha e do meu pai e nem por isso morri! Sou cidadão trabalhador e agradeço por cada cintada que levei. Se não tivessem me corrigido, hoje talvez, eu seria um bandido ou um assassino.

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  6. Não devemos generalizar. Essa lei nem diferencia uma correção de um espancamento. Ela é muito vaga!

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