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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A Corte Suprema de Lahore continua a atrasar o processo da mulher cristã, desde 2010 presa no corredor da morte por blasfêmia. Os advogados apresentam uma petição, família e sociedade, entretanto, se alarmam por causa da sua saúde


Piora a saúde "psicológica e física" de Asia Bibi, a mãe cristã de cinco filhos, condenada à morte no Paquistão por blasfêmia. O sacerdote ativista da arquidiocese de Lahore, Pe. Ilyas John, confirmou à Agência de Notícias Asia News, pedindo “assistência médica imediata" para a mulher.
Há anos Asia Bibi espera o processo de apelo: desde novembro de 2010 a cristã - que se tornou um símbolo da luta contra a blasfêmia - vive no corredor da morte, isolada por razões de segurança. Um verdadeiro e real drama o que ela vive. Por tê-la defendido, em 2011, os extremistas islâmicos massacraram o governador de Punjab, Salman Taseer, e o ministro federal para as Minorias Religiosas, Shahbaz Bhatti.
Nas últimas semanas, o Tribunal de Recurso em Lahore adiou várias vezes o início do processo de segundo grau, buscando o que os advogados de Asia, Sardar Khan Chaudhry e Sardar Mushtaq Gill, chamaram de “uma manobra dilatória" graças a brechas legais de vários tipos.
Um exemplo é o que aconteceu no final de maio, quando o dossiê relativo à Asia Bibi desapareceu, sem motivo, da lista das audiências. Fontes locais disseram que os juízes não querem arcar com o ônus de fazer um juízo sobre o seu caso, enquanto que "ordens superiores" forçam a adiar o momento do veredicto.
"Condenamos fortemente a atitude do Judiciário", diz a Asia News o ativista muçulmano pró-direitos humanos, Akeel Ali Mehdi, um muçulmano. "Asia Bibi - diz - já sofreu o suficiente, até a sua família sofreu. Agora é hora de se fazer justiça, que lhe sejam oferecidos os cuidados necessários; os juízes têm que lidar com o caso imediatamente”.
Enquanto isso, os advogados de Bibi entraram com uma nova petição, para que seja marcado o mais rápido possível uma data que dê início ao processo de apelo. No documento apresentado às autoridades pelos advogados fala-se de uma saúde se deteriorando rapidamente, o que foi confirmado também pela família que esteve com ela nas últimas semanas.
Do Ministério do Interior informam que a cristã pode dispor de duas visitas médicas por mês, enquanto os diretivos da prisão falam de relatórios médicos inventados. No entanto, defesa e parentes chamam a atenção novamente sobre as suas condições e pedem atendimento médico em profundidade, juntamente com uma data certa para o processo de recurso.

São muitas, infinitas, as campanhas de sensibilização e as iniciativas organizadas pela sociedade civil e por vários políticos para fazerem que a mulher volte a abraçar os seus cinco filhos. A comunidade cristã no Paquistão, por exemplo, tem promovido vários dias de jejum e oração por sua libertação, aos quais também aderiram alguns muçulmanos. (Trad.T.S.)

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